Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta requalificação castelo alandroal. Classificar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta requalificação castelo alandroal. Classificar por data Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

CASTELO DE ALANDROAL MOSTRA PARTE DA SUA HISTORIA

Por força das obras de requalificação dos Castelo de Alandroal, teve que se fazer uma prospecção arqueológica no interior do mesmo e sem surpresa nenhuma, pelo menos para mim, essa prospecção trouxe à luz do dia significativos achados arqueológicos.

Esses achados estão agora a gerar alguma polémica entre os Alandroalenses, uns acham que não têm grande relevância, outros acham que deviam ser aproveitados para mostrar um pouco da nossa história. Em baixo algumas fotos, poucas, para o muito que já foi achado.
Á esquerda a cruz dos Templários, à direita (possível) cruz visigótica.
Para situar os leitores, primeiro tenho que dizer que estas escavações estão a ser realizadas no quintal do relógio, onde, sabe-se foi o cemitério da vila de Alandroal até cerca do fim do século XVIII. Mas agora com a descoberta de cerca de uma dezena destas pedras tumulares, sabe-se que o cemitério data pelo menos da idade média, altura dos Templários e a ser verdade que uma das pedras é Visigótica, poderá o cemitério remontar à Alta Idade Média, terá sido portanto um cemitério que durou mais de 1200 anos. Estão ali enterrados mais de mil anos da história do Alandroal, que merecem ser estudados.

Quintal do relógio e as fundações de uma casa monumental
Estas duas fotos de cima mostram os alicerces, parte de paredes e chão daquilo a que eu julgo que foi a capela do cemitério, também há quem ponha a hipótese de ter sido uma mesquita. Ninguém sabe ao certo, por isso deveria ser objecto de um estudo mais aprofundado.

Pode ter sido durante a invasão árabe convertida a mesquita, mas foi com certeza uma igreja. Sabe-se que todos os cemitérios tinham uma igreja, sabe-se que a actual igreja Matriz é posterior aos Templarios, há túmulos quase intactos entre as fundações, há uma fundação robusta num dos limites da fundação, o que leva a crer ter sido a base da torre sineira, este edifício foi com toda a certeza a primeira igreja da Vila do Alandroal. É de todo razoável pedir que não a voltem a enterrar novamente, poderá ser uma mais valia para o projecto que está a ser desenvolvido no castelo em termos turísticos.

Esta foto em cima, mostra parte do chão da casa, no entanto pararam de escavar aqui e não se sabe ainda o tamanho da sala, nem se o chão é todo em tijolo.

Estes dois esqueletos acima, quase intactos, foram descobertos em túmulos dentro das fundações da casa, o que leva a crer, ter sido alguém importante para a altura. Uma curiosidade, estas pessoas mediam cerca de 1,80mt, o que na altura para um latino, era obra... Se é que eram latinos! Não se esqueçam que há quem defenda que também estiveram aqui os Visigodos. Já foram achados, dezenas de esqueletos quase inteiros, mas ossos soltos, são ás centenas, ou não tivéssemos a escavar um cemitério.

Noutra parte do castelo, também já foram encontrados silos, tal como já tinham sido encontrados na praça, mas tal como os da praça também estes no castelos foram novamente subterrados, por isso já não consegui fotografar.  Mas eu continuo a defender a importância dos silos, para se conhecer a forma como os nossos antepassados viviam e sobreviviam. Não se esqueçam que era nestes reservatórios subterrâneos que antigamente se guardavam todo o tipo de alimentos, sólidos e líquidos. E sendo estes silos ás dezenas, só nesta área, dá para calcular também o grande aglomerado que aqui haveria.

É por tudo isto que eu defendo que todo este espólio deveria ser objecto de um estudo aprofundado e não me restam dúvidas que tudo isto bem preservado, seria uma mais valia para o turismo no Alandroal. O castelo por si só, não trás grande atractivo, mas com estas mais valias, vale com toda a certeza ser visitado por qualquer visitante que por aqui passe.

Há quem defenda que a obra do castelo seja embargada, mas eu não vou tão longe, até porque em parte sou um defensor desta obra. Defendo que a obra continue, mas que todos estes aspectos sejam tidos em conta e se o projecto tiver que ser alterado, para se aproveitar tudo isto, então que seja então alterado.


Quintal privado dentro do castelo
Ainda me falta falar na parte do castelo que é particular e que está a por em perigo pessoas e bens, mas disso falarei para a semana.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

CASTELO DE ALANDROAL, OUTRA OPINIÃO

Pelo Arquitecto Rui Rodrigues,

CASTELOS,  ARQUELÓGOS E VERNIZ… 

Muito se discute publicamente sobre os acontecimentos em curso no castelo de Alandroal. 

Já li muitas opiniões expressas publicamente, concordo em certos casos, noutros discordo. 

Considerando que parte do meu percurso profissional colidiu com o imóvel em si entendi também contribuir para a saudável discussão que tenho acompanhado pelos meios de divulgação habituais (blogs). 

Desde já informo que quando estava em funções na CM Alandroal contribuí para o licenciamento da obra junto do ministério da cultura, como me competia. 

Parece-me, é que a discussão a que temos assistido, em certos casos ainda tem alguns equívocos sobre o processo e a sua execução, e que com os dados que hoje disponho entendi contribuir para a discussão. 

Sobre o processo sabemos: 

Foi projectado por uma das actuais “superstar” da arquitectura portuguesa: Aires Mateus & Associados. 

O título do projecto é “RECUPERAÇÃO DO ESPAÇO PÚBLICO DO CASTELO DE ALANDROAL” 

Pois é, o objecto da obra não é reabilitar, restaurar ou sequer limpar o Castelo de Alandroal naquilo que mentalmente visualizamos quando dizemos ou ouvimos a palavra castelo, ou seja: as estruturas construídas, fortificadas e destinadas a protecção militar de um espaço específico. 

Considero que projecto é de grande qualidade, gosto bastante da abordagem e do conceito formal e ainda espero gostar mais do resultado final construído. 

Contudo é um projecto que nunca pretendeu salvaguardar o monumento em si, ou seja, é como que colocar um chão novo e umas mobílias novas numa casa onde o tecto mete água e ameaça em alguns troços a ruína… 

Se é mais importante requalificar o espaço livre ou acudir ao monumento, é uma decisão politica, e esses foram mandatados livremente para decidirem bem e para todos os disparates que lhe aprouverem…

Também é natural que a confusão sobre o real objecto da obra impere, já que até o “dono de obra” através do seu gabinete de imprensa do município de alandroal em maio de 2011 divulgou: “O Castelo do Alandroal será o palco da cerimónia onde, a partir das 21:30, se irá mostrar aos alandroalenses, e a toda a população do concelho, o Projecto de Requalificação do Castelo de Alandroal” – (fonte: http://www.alandroalandia.blogspot.pt) 

Certamente que o lapso foi do dito Gabinete de Imprensa. 

Eis que para recuperar o espaço público do Castelo de Alandroal, é necessário afectar o subsolo, e para isso numa zona classificada, (porque é só isso, já que não se mexe no monumento em si), é preciso o apoio de Arqueólogos. 

Pois é, aí entram os maiores defensores do património, de espada erguida contra qualquer picareta não acompanhada que danifique irremediavelmente uma tíbia setecentista ou o resto de uma estrutura erguida por algum dos nossos ilustres antepassados. 

Analisam o que aparece, catalogam, moem o empreiteiro, e na maior parte das vezes decidem sozinhos ou em pelotão com base na sua ciência, se vale a pena alterar a obra sem olhar aos custos para salvaguardar os “achados”, ou se é para continuar como estava previsto, destruindo irremediavelmente o que apareceu, ou ainda aterrar para investigação futura, que me parece estar a acontecer… 

Tudo isto em horas ou dias, já que a obra tem prazos. 

Em meu entender o sistema permite abusos de todas as partes envolvidas, leia-se: da picareta e dos cavaleiros da escavação supremos guardiões da cultura. Mas é o sistema que está previsto na lei e é com esse que se tem que viver e trabalhar da melhor maneira que se pode ou sabe. 

Como tal, estamos perante uma obra autorizada pelo ministério da cultura, presume-se que estão acautelados abusos (mesmo de “coupagnons de route”) de qualquer dos intervenientes… 

Enfim, a obra está em execução, o Alandroal vai ter um espaço onde realizar diversos eventos com todas as condições e uma envolvente impar. 

Convém não esquecer, é que as muralhas irão ficar cada vez mais degradadas, caindo pedras e outros elementos, algumas torres podem perder-se… 

Nos próximos tempos também me parece que ninguém vai ter muita disponibilidade económica para obras em monumentos… 

Para terminar só queria manifestar a minha estupefacção sobre o método construtivo de reabilitação do muro confinante com a matriz, já que é estranho reabilitar um muro de construção tradicional com tijolo furado… e aqui não ouvi nenhum guardião da cultura enterrada ou outro, colocar qualquer questão. Deve ser porque para muros à vista não é necessário ordenados para escavar…

 (foto http://www.alandroalandia.blogspot.pt)
 Certamente foi acautelado… 

Agosto 2012 
Rui Rodrigues 
Arquitecto

sábado, 21 de maio de 2011

APRESENTAÇÃO PÚBLICA DE REQUALIFICAÇÃO DO CASTELO DE ALANDROAL


A Câmara Municipal de Alandroal organizou ontem à noite, com pompa e circunstância, a apresentação pública do Projecto de Requalificação do Castelo de Alandroal.

Estava uma noite agradável no Quintal do Relógio, dentro do próprio castelo, um cenário bonito e muita gente interessada naquilo que considero uma boa envolvência para ouvir os oradores da noite, João Grilo, Presidente do Município e Manuel Aires Mateus, arquitecto responsável pelo projecto. Ao fim da noite, os presentes puderam ainda desfrutar das musicas interpretadas por Mário Laginha e os ADUF.

Das palavras do Presidente João Grilo, não vos posso dar conta, facto que lamento, pois a Tertúlia de Sexta à Noite demorou mais tempo que o esperado e desejado, por consequência entrei no "quintal" já com o discurso do Presidente terminado. Mas vi e ouvi a apresentação de Requalificação do Castelo que era o facto mais importante da noite e pela qual estou muito interessado.

Há muito tempo defendo que o Castelo de Alandroal devia ser mais "acarinhado" e sobretudo mais aproveitado pelos Alandroalenses. Possivelmente agora alguém com mais responsabilidades politicas teve essa mesma visão e sinceramente criei algumas expectativas em relação a este projecto. Mas ontem mesmo, essas mesmas expectativas arrefeceram um pouco, já explico.

A apresentação do projecto pelo seu máximo responsável, o Arquitecto Manuel Aires Mateus não teve o efeito esperado em mim e a apresentação esteve muito aquém do todo o "engalanamento" da noite. As projecções da apresentação foram feitas com pouco tempo de exposição e com muita luz de fundo o que não permitia acompanhar o "laserpoint", nem nos permitiu visualizar que tipo de intervenção acarreta projecto.

No entanto pela voz do arquitecto ficámos a saber que a intervenção é mais ao nível de limpeza, iluminação e pequenos restauros.

O que não vi, nem ouvi, foi uma palavra sobre o aproveitamento turístico da Torre de Menagem, o que a confirmar-se esse "esquecimento" deixa de fora do projecto a maior valia do castelo, onde se pode criar um miradouro com vista privilegiada sobre a planície alentejana ou até um pequeno museu militar na casa do relógio, no interior da torre.

Como já disse anteriormente a apresentação não impressionou, nem deixou ver o que ia ser intervencionado, mas isso não quer dizer que por detrás dessa pobreza não esteja um grande projecto de requalificação do espaço do castelo. Até admito que o possam ter feito por estratégia, isto é, não criar grandes expectativas e depois o trabalho final ser algo positivamente surpreendente. Pelo menos vou ficar com essa esperança, pois acredito na ideia da câmara da revitalização daquele espaço e na necessidade do restaurar, para posterior uso cultural, recreativo...

Acredito que este projecto, a ser bem executado, será uma mais valia importante para o Alandroal em vários aspectos e como tenho vontade que vingue, irei fazer algumas sugestões, que a serem aproveitadas poderão ser um contributo para a requalificação do Castelo de Alandroal. Mas isso ficará para o principio da próxima semana.

Manuel Varandas.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

CASTELO TRÁS MÁRIO LAGINHA AO ALANDROAL

Mário Laginha e Aduf na apresentação pública do Projecto de Requalificação do Castelo de Alandroal

A noite da próxima sexta-feira, dia 20 de Maio, promete ficar na memória dos alandroalenses por muito tempo. E são vários os motivos que o justificam. Em primeiro lugar, pela apresentação pública do Projecto de Requalificação do Espaço Público e Iluminação do Castelo de Alandroal pelo arquitecto Manuel Aires Mateus, autor do projecto que já se encontra em fase de concurso público e que em breve será uma realidade.

Em segundo lugar, porque em simultânea com a obra, o Município vai apresentar um ambicioso projecto de dinamização cultural do concelho tendo como cenário o castelo, uma vez requalificado. Por fim, pelos concertos com Mário Laginha e Aduf, com entrada livre, que encerram a noite e mostram já um pouco do que pode vir a acontecer com regularidade neste espaço no futuro.

Mário Laginha, é já uma referência incontornável da música portuguesa e um dos maiores pianistas nacionais. Os Aduf, liderados pelo exímio percussionista José Salgueiro e pelo guitarrista José Peixoto, formam um projecto musical cheio de originalidade e capacidade de seduzir públicos em que se aliam na perfeição a música portuguesa com ritmos africanos, celtas, árabes e flamencos.

O Castelo do Alandroal será o palco da cerimónia onde, a partir das 21:30, se irá mostrar aos alandroalenses, e a toda a população do concelho, o Projecto de Requalificação do Castelo de Alandroal, que visa devolver este imóvel classificado ao dia-a-dia dos alandroalenses e, ao mesmo tempo, dotar o espaço das infra-estruturas básicas para acolher espectáculos ao ar livre e outros eventos culturais.

A Câmara Municipal convida-o a estar presente na cerimónia pública que se realiza no interior do castelo a partir das 21h30 e a fazer parte de um momento marcante para o Alandroal.

Fonte: Gab. Imprensa Município de Alandroal.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

CASTELO DE ALANDROAL "ESCONDE" PARTE DA SUA HISTÓRIA

Se bem se lembram, na semana passada falei aqui nas obras de requalificação do castelo de Alandroal, nomeadamente dos achados arqueológicos que foram posto a descoberto, postagem que até dei o nome de " Castelo de Alandroal mostra parte da sua história", em contraponto com o titulo de hoje, onde me parece que erradamente estão a esconder a história do castelo e por consequência a história dos Alandroalenses.

Passo a explicar,  parte dos achados arqueológicos estão a ser subterrados sem lhe darem o devido aproveitamento arqueológico e turístico e aqui refiro-me aos silos e àquilo que representaram para a sobrevivência de quem aqui viveu. 

Depois há facto de se desvalorizar as ruínas, daquilo que deverá ter sido a primeira igreja do Alandroal, que foram postas a descoberto no quintal do relógio. Este edifício merece o mais aprofundado estudo por parte dos arqueólogos e historiadores e não a sua aparente "camuflagem"!

Mas o que me fez escrever estas linhas, foi o facto de se estar a fazer uma obra de reconstrução do castelo para aproveitamento turístico e de lazer e ao mesmo tempo "escondem" metade do castelo, com a ampliação de um muro que nalguns sítios chegará aos 5 metros!!!

Ampliação do muro a dividir os castelo
Isto passa-se porquê? Porque uma parte do castelo pertence a um particular, não é da câmara nem do estado, por isso não lhe podem mexer sem a autorização do proprietário.  Mas porque não se aproveitou esta oportunidade? Esta requalificação teria dato à câmara a oportunidade e legitimidade para negociar com os proprietários o regresso daquela parte do castelo para domínios públicos.

Penso que não seria difícil chegar a um acordo, nem seria necessário partir para um processo de expropriação, que para um Monumento Nacional nem seria de todo injusto, mas isso só em ultimas instâncias.

Torreão em ruínas na parte particular do castelo
Até porque não vejo qual o interesse dos particulares terem uma propriedade em ruínas e que está a por em risco as propriedades doutros Alandroalenses. As pedras da muralha naquele sitio estão a desprender-se e ameaçam cair a qualquer momento para os telhados de casas alheias, pondo em perigo pessoas e bens.

Veja-se o abandono do quintal e da altura do novo muro agora a separar o castelo
O próprio quintal é um pastorral pegado, oliveiras abandonadas, tudo formando um ponto de combustão prestes a eclodir, pondo em risco a própria Igreja Matriz. 

Depois ainda há o desaproveitamento de saber o que há por debaixo de todo aquele entulho que foi levado em tempos para aquele quintal, que foi também ele em tempos o quintal da Igreja. Há quem advogue que este quintal albergou o cemitério dos ilustres Alandroalenses de outros tempos. É de todo pertinente saber o que há "escondido" ali debaixo.

Mas voltando à apropriação daquela parte do castelo por parte da câmara, à quem defenda que a câmara não tem dinheiro para isso, pode que não, mas ao fazer o projecto inicial de requalificação e quando se candidatou a fundos comunitários devia ter acautelado valores para esse fim, como deveria ter orçamentado valores para estudos arqueológicos, pois é do mais elementar pensamento que ao mexer no subsolo do interior do castelo alguma coisa de valor arqueológico se haveria de encontrar.

Mas a negociação com o proprietário daquela parte do castelo, não tem obrigatoriamente que envolver valores monetários, pode muito bem passar por cedências que deixem as duas partes a contento. E naquele caso há várias formas do fazer, trazendo mais valias para a vila e para o proprietário.

À câmara e em particular ao seu Presidente pede-se vontade politica para resolver estas situações, pois a requalificação do castelo aproveitada com tudo o que pode dar, será com toda a certeza uma mais valia para o Concelho do Alandroal.


terça-feira, 24 de maio de 2011

AS MINHAS SUGESTÕES PARA O CASTELO DE ALANDROAL

Na passada sexta-feira foi feita a APRESENTAÇÃO PÚBLICA DE REQUALIFICAÇÃO DO CASTELO DE ALANDROAL pelo arquitecto responsável pelo projecto, o Arq. Manuel Aires Mateus. Logo no dia seguinte, sábado, falei aqui sobre o assunto, fazendo a minha apreciação dessa mesma apresentação, e comprometi-me em deixar algumas sugestões que eventualmente poderiam ser aproveitadas por quem tem responsabilidades e interesses no projecto.

Eu próprio, sem ter grandes responsabilidades, tenho muito interesse, pois penso que este projecto de requalificação aliado ás actividades que possam vir ali a ser desenvolvidas serão de certeza da maior valia para o Concelho de Alandroal, tanto cultural como economicamente.

Fala-se na requalificação do castelo já há anos, mas até agora essa mesma requalificação tem sido adiada sistematicamente e sempre preterida em favor de outros projectos, a meu ver injustamente, pois os outros projectos que me estou a lembrar, mas que não vou enumerar, nunca trarão o retorno que o projecto do castelo nos pode trazer. Mas já me estou a alongar em considerações periféricas, vamos ás sugestões:

Falei na minha apreciação de sábado num pequeno Museu Militar a instalar na torre de menagem do castelo, a alguns poderá parecer uma ideia descabida, mas olhem que não! Ora bem, o castelo é um edifício militar, a própria torre de menagem foi uma edificação de vigia muito importante na defesa desta praça e das redondezas, era do cimo da torre que os sentinelas davam alerta para os possíveis perigos da mouraria, castelhanos, jacobinos ou até de salteadores.

Por isso fazia todo o sentido enquadrar o tema "defesa militar" numa reestruturação do castelo, e nada melhor que fazê-lo na antiga casa onde se dava corda ao relógio e que agora está ao abandono, em pleno interior da torre de menagem.

Projecto caro? Nem por isso, o que é preciso é engenho e trabalho. Eu comecei a frequentar o espaço do castelo no principio da década de 70 do século passado, tinha então 5 anos, com os passar dos anos muitas das brincadeiras foram dentro daquelas muralhas e o que é eu que eu lá via na altura? Espingardas em madeira, a maioria delas só mesmo de madeira, dizia-se então que tinham servido para instrução dos magalas, baionetas, bestas já muito deterioradas e algumas roupas já com pouca cor, que seriam fardas militares. Diz-se que algumas dessas peças estarão em armazéns da câmara, poderiam agora ser recuperadas, reconstruídas para serem expostas ao público. Interessa é fazer algo que crie interesse naqueles que nos visitem e subam à torre.

Por subir à torre. Porque não criar condições para se subir à torre em segurança para que Alandroalenses e visitantes possam usufruir das magnificas vistas que a altitude da torre nos proporciona sobre a vila e em toda a pradaria envolvente? Esta seria outra mais valia desde projecto. E com a contrapartida destas vistas, tanto ao museu como ao cimo da torre puderem ter algum retorno financeiro imediato, cobrando bilhetes pela visita.

Em relação à requalificação gostaria ainda de sugerir a recuperação e recolocação no mesmo sitio da monumental cruz da Ordem de Aviz. Cruz que se encontrava no interior do castelo, por cima da entrada principal do e em frente à Igreja Matriz e que foi retirada na década de 40 do século 20. Procurar saber onde está e recupera-la, se isso não for possível, que se faça uma reconstituição.

Já quanto ao aproveitamento do castelo para espectáculos e outros tipo de manifestações culturais, que tanto se fala, totalmente de acordo. O castelo está em local privilegiado na vila e pode proporcionar cenários magníficos para certos eventos e espaço há muito, então há que saber aproveita-lo. Apenas um senão: O Vento.

Para quem "cresceu" no castelo sabe que noites amenas como as de sexta-feira não há muitas, mesmo durante o verão. Vêm-me à memória muitas noites "mediterrâneas" de brincadeira na Praça da República, mas depois nessa mesma noite, dentro do castelo o vento que por ali irrompia "atirava-nos" dali para fora em três tempos! Eu não sou arquitecto, não sei qual a solução para esse problema, mas um técnico capacitado pode conseguir minorar o efeito do vento, por isso deixo aqui o alerta.

Por fim, os rumores. Como a apresentação de sexta-feira não foi nada elucidativa, pouco se sabe o que se vai fazer, logo correram os rumores que se vão fazer uns sanitários para apoio ás futuras actividades. A ser verdade, estou totalmente contra! Não cabe na cabeça de ninguém fazer do castelo um "mijatório" público! Até porque existem sanitários públicos nas imediações do castelo. Sabemos que para certos eventos podem ser insuficientes, então pontualmente que se instalem sanitários de campanha, mas nunca construir edifícios dentro do castelo para tão indispensável acção! Em todo o caso, faço votos para que sejam só rumores.

E agora uma curiosidade que não podia ter acontecido em melhor altura, pois agora que tanto se fala do castelo.

Sempre ouvi histórias contadas pelos mais velhos de "escorpiões" a cair do castelo, mas nunca tinha visto nenhum desses «escorpiões negros e venenosos». Não é que ontem fui alertado por um grupo de crianças, que tinha caído um escorpião do castelo! Lá fui ver, e no mesmo sitio de sempre, onde os mais velhos contavam, uma cobra negra assustada a tentar esconder-se entre as juntas da parede do castelo. Logo fiz diligencias para a matar, mas apareceu um "encantador de cobras" e não mo permitiu, quis apanha-la para mais tarde pode-la exibir em público, deixo-vos aqui dois vídeos que fiz na altura:





segunda-feira, 18 de abril de 2011

REQUALIFICAÇÃO DO CASTELO DE ALANDROAL

Manuel Aires Mateus Assina Requalificação do Castelo de Alandroal

Município vai Avançar com Requalificação do Interior e Iluminação com Financiamento Comunitário.

A requalificação do interior do castelo visa devolver este imóvel classificado, situado em pleno coração da vila, ao dia-a-dia dos alandroalenses, ao mesmo tempo que vem dotar o espaço das infra-estruturas básicas para acolher espectáculos de ar livre e outros eventos culturais e promocionais.

Caracteriza-se como um intervenção no espaço público, nas portas de acesso e na iluminação, com o menor impacto possível, de modo a dignificar o imóvel sem o descaracterizar, com especial atenção para a emblemática torre de menagem.

Aires Mateus é um dos mais conceituados arquitectos portugueses da actualidade sendo responsável por projectos tão emblemáticos como o Centro de Monitorização e Investigação das Furnas, na Ilha São Miguel, Açores, ou o Museu do Farol de Santa Marta, em Cascais. Venceu o concurso de ideias para a reabilitação do Parque Mayer, em Lisboa e, entre outros prémios nacionais e internacionais, conta com uma menção honrosa no concurso para o Grande Museu Egípcio, no Cairo.

A intervenção envolve um montante próximo dos 400 mil euros e será financiada no âmbito do INALENTEJO, regulamento Política de Cidades – Redes Urbanas para a Competitividade e a Inovação, com uma taxa de comparticipação de 85%.

Este projecto foi desenvolvido em parceria com o IGESPAR e a Direcção Regional de Cultura do Alentejo e conta com o parecer favorável destas entidades.
Também em parceria com a Direcção Regional de Cultura está a ser desenvolvido um Plano Estratégico para o Castelo de Alandroal que visa enquadrar futuras intervenções ainda necessárias, como por exemplo, a reabilitação do caminho de ronda.

João Grilo, presidente da autarquia, referiu que “muito se tem falado de requalificação do vasto e riquíssimo património arquitectónico e monumental do concelho, mas este é o primeiro passo concreto e significativo nesse sentido, facto que muito orgulha este executivo, uma vez que é um projecto desenvolvido de raiz neste mandato e representativo do rumo que queremos traçar. A requalificação do castelo e os eventos culturais que estamos a perspectivar para este espaço são uma das melhores formas de projectar este concelho”.

Fonte: Gab. Imprensa Município de Alandroal.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

De Lacóbriga até ao Castelo de Alandroal (Parte II)



Tal como ontem prometi, segue hoje a parte II da tese do João Cardoso Justa sobre a "Cidade de Endovélico". Pode ver aqui a 1ª parte: Cidade do Endovélico - Parte I

... Continuação,

Assim, para quem tem acompanhado esta problemática, porque a sente, porque tem consciência da sua importância patrimonial/turística, e sobretudo genética, fica o Verbo destes historiadores a latejar nas paredes do incompreensível. Como é possível, tudo este manancial de questões, não ter sido acautelado quando da elaboração de tão fatídico projecto? Como, e por quem, foram feitas as sondagens arqueológicas de tão sensíveis terrenos? Com que sentido de responsabilidade, o ex-Igespar aprova uma barbaridade destas (uma carta, eminentemente corporativa, atabalhoada, dirigida pessoalmente a mim, com o endereço de minha casa, e publicada no blogue Al Tejo, não apaga tanta incompetência (espero que o moderador deste blogue explique, onde o publicou e com o mesmo destaque, este gravíssimo abuso). 

 Contudo, e infelizmente, existem mais responsáveis, de uma distinta responsabilidade é certo, mas não menos gravosa, e até, mesmo mais obscura. Existe sempre uma profunda falta de verticalidade, de carácter, um bafo a coisa desleal, em quem, sabendo a verdade, a cala. Passo a explicar – Onde fui eu recolher os extractos dos textos destes historiadores? Nenhuma investigação fiz (ainda) obectivamente sobre o Castelo.

 Pois, para minha surpresa, todos esses escritos constam do livro “Castelo do Alandroal, VII Séculos”, uma feliz publicação da Junta de Freguesia do Alandroal!!!

 Assim, é pois possível, e justo, perguntar ao Sr. António João Fontes Coelho, a quem se deve esta publicação enquanto presidente da Junta, e um curioso desde há muito pelo fenómeno histórico, se mandou elaborar o referido livro, e não o leu???...   
Enquanto andei por estes blogs a falar sozinho (!), porque não se dignou escrever uma única palavra sobre a evidente antiguidade (muito anterior ao D. Dinis) do nosso castelo e nem uma única acção esboçou para impedir o crime que praticavam ao destruir as provas desta evidência?? É pois, também possível, e justo, perguntar ao Dr. Luís Fernando Camões Galhardas, que, segundo creio, coordena um conjunto de personalidades que estudam os forais do concelho, se não sabia da existência do Foral Afonsino (D. Afonso Henriques), o que apenas pode provar a pré existência de um castelo mouro ( não vejo que outro assunto mais interessante possa suscitar o estudo dos forais). Porque não escreveu, o Dr. Luís Fernando, uma única palavra, nem esboçou um só gesto enquanto destruíam provas absolutamente decisivas para os estudos que dizem efectuar??... É pois possível, sabendo-se que tudo isto está escrito no citado livro dos VII séculos do Castelo, e justo, perguntar ao Dr. Domingos Boieiro, que nele colaborou, se não tinha uma palavra, um gesto, para denunciar tal situação. 

Contudo, talvez não seja possível, saber que pensamentos correram pelo historiador António Rei, que os técnicos que acompanharam a obra trouxeram ao local, ao olhar o enorme rasgão que as máquinas abriram num dos pisos de tijoleira, possivelmente a antiga mesquita. O que sente um cientista, ao ver perante os próprios olhos a destruição do seu elemento de estudo? Certamente não sentiu o silêncio a que se remeteu. E o Dr. Fernando Branco, que também, segundo creio, faz parte dessas personalidades estudiosas dos forais, o que sentiu? Nada??...
 
Pois aqui têm o resultado da ignorância de uns, da incompetência de outros, e do silêncio de todos :
Màrmore!!! O arquitecto, segundo parece muito em moda, “espetou” com uma escadaria de mármore (!) nesta entrada (sob a qual se prolonga o antigo (ou antigos) cemitério. Se não existia arte pimba, aqui está um autêntico pioneiro.


Nesta esquina, por teimosia dos técnicos (alegando servir para datação da torre sineira que, se sabe exactamente, quando foi construída, ficou mais uma estela funerária que poderia figurar entre a colecção das raríssimas estelas que o Alandroal agora dispõe. Ficou cimentada!!
Sob esta vala e este chão estão dois pisos em tijoleira (um destruído), variadíssimas campas, fundações de construções indeterminadas e um largo e forte muro em xisto que nunca foi explicado.
Degrau, modernista também…

Janela exterior (virada para o antigo Hospital), “entaipada” com uma chapa de mármore!!!
 Nova entrada do Castelo. Mármore!! Sob uma placa de cimento estão sepulturas antiquíssimas, de tal forma que os ossos estavam petrificados!
Segundo me informaram, o Castelo vai ficar fechado com portas. Contudo, não pude confirmar tal informação.

Desta porta, onde o historiador diz: «Porta da vila que devia ser reabilitada criando uma circulação pelo caminho de ronda do cerco, presentemente interrompida na zona da antiga porta e barbacã.»
 
O sr. arquitecto fez isto:
Seguindo o seu “magnífico” sentido estético e “preocupação” histórica, “entaipou-a” também com uma grossa placa de mármore e degrauzitos a condizer…
Outros exemplos desta “requalificação” do Castelo aqui poderia documentar, mas, estes, parecem-me ser suficientes para demonstrar aquilo que, desde o início da obra, resultava óbvio – Não houve a mínima preocupação, a mais elementar pesquisa, quanto àquilo que deveria ser absolutamente prioritário ao intervir no interior de um castelo – a sua História!!! O arquitecto decorou-o a seu belo prazer (felizmente não se lembrou de forrar a torre) com uns laivos de mármore, os responsáveis da autarquia acharam “girissimo”, interessantíssimo, futurista, “chiquérrimo” mesmo, e o o ex Igespar (que há poucos anos, e muito bem, não deixava colocar uma única pedra de mármore nas casas circundantes) aprovou esta vanguardista “obra de arte” que espezinhou, tudo assim o leva a deduzir, milhares de anos de uma história que, para além da antiguidade desta terra, será fundamental aquando da verdadeira localização da mítica Lusitânia (Lusos do Anas – Lusos do Guadiana), mas disso falaremos mais tarde.

Assim, meu amigo Castelo, lamento informar-te que essa “treta” ética que tens cravada nas tuas pedras – “Quem de ti se fiares, não o enganes. Lealdade sobre todas as coisas.” – está ultrapassada, e tu, nem nos netos daqueles a que tantas vezes guardaste as vidas, podes confiar. Sabes, com isto do “desenvolvimento”, os valores são outros, e a tua mensagem, meu velho, essa sim, não passa de conversa fiada.

Abraço a Todos
João Cardoso Justa

terça-feira, 11 de outubro de 2011

ALANDROAL ASSINALA "DIA DOS CASTELOS"

“Dia dos Castelos” Assinalado no Alandroal com Visita da Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos

A Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos, Organização Não Governamental fundada em 1983 que se dedica à protecção e preservação do património arquitectónico e histórico, foi recebida pela Câmara Municipal de Alandroal, no passado dia 8 de Outubro, para uma visita de trabalho que assinalou o Dia Internacional dos Castelos.

Na sessão de boas-vindas, os cerca de 40 membros da associação que se deslocaram ao Alandroal, trocaram ideias com o presidente da Autarquia, João Grilo, que aproveitou para dar a conhecer alguns dos projectos de requalificação de património arquitectónico, actualmente em execução no concelho de alandroal. Além da reunião com o presidente da Autarquia alandroalense, os membros da associação visitaram ainda os castelos de Alandroal e Terena e a Fortaleza de Juromenha.

O Alandroal é reconhecidamente um concelho com um património histórico e arquitectónico riquíssimo, mas onde existe muito trabalho ainda por fazer, de forma a tornar esse património atractivo. A requalificação do espaço público do Castelo de Alandroal, que vai arrancar muito em breve, a requalificação da Capela da Boa Nova, que está a ser preparada em conjunto com a Direcção Regional de Cultura, ou ainda a aprovação do Plano de Salvaguarda de Juromenha e do respectivo projecto para a Fortaleza, são exemplos de acções em curso com o objectivo de ordenar e requalificar o património do concelho de Alandroal.

Francisco Sousa Lobo, presidente da Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos, afirmou que “a associação está no terreno há muitos anos, sempre a trabalhar com o objectivo de promover a protecção preservação do património histórico do nosso país. Conhecemos o concelho de Alandroal há vários anos mas, infelizmente, notávamos um certo abandono em relação aos castelos. Felizmente que essa situação se está a alterar e que existe vontade politica de requalificar esse património e de o devolver à população e a todos aqueles que o desejem visitar”.

Fonte: Gab. Imprensa da C.M.A.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Alandroal: Obra de Requalificação do Castelo Já Arrancou

A montagem dos estaleiros de apoio, que começou no passado dia 5 de junho, marcou o início da obra de “Requalificação do Interior e Iluminação do Castelo de Alandroal”. A intervenção pressupõe um investimento próximo dos 400 mil euros e será financiada a 85%, no âmbito do INALENTEJO, regulamento Política de Cidades – Redes Urbanas para a Competitividade e a Inovação. Os restantes 15% são assegurados por fundos próprios da autarquia.

 A intervenção que agora se iniciou, e que tem por base um projecto de Manuel Aires Mateus, um dos mais conceituados arquitectos portugueses da actualidade, vai dotar o Castelo de Alandroal de todas as condições para acolher espectáculos de ar livre e outros eventos culturais e promocionais, que possam contribuir para a afirmação cultural do Alandroal aumentando a sua visibilidade exterior. 

O espaço público do Castelo, as portas de acesso e a iluminação do monumento serão os principais focos da intervenção, que deverá ter o menor impacto possível, de modo a dignificar o imóvel sem o descaracterizar.

O presidente da autarquia, João Grilo, encara esta obra, totalmente projectada neste mandato, como “um primeiro passo concreto e significativo na política de requalificação e dinamização do património arquitectónico e monumental do concelho, factor que encerra grande potencial e desenvolvimento e que nunca foi uma prioridade no passado”.

De referir que a Câmara Municipal está também a trabalhar, em parceria com o IGESPAR e a Direcção Regional de Cultura do Alentejo, no desenvolvimento de um Plano Estratégico para o Castelo de Alandroal, documento que tem como objectivo enquadrar futuras intervenções ainda necessárias, como por exemplo, a reabilitação do caminho de ronda.

Fonte: Gab. Imp. Município de Alandroal

quinta-feira, 14 de julho de 2011

ALANDROAL MONUMENTOSO


PELOURINHO DE ALANDROAL


Esta não é uma nova edição do Alandroal Monumentoso, mas sim uma reposição, pois apareceram dados novos e de relevância, que podem ajudar a perceber como era o pelourinho de Alandroal originalmente.

A minha escolha vai para o Pelourinho de Alandroal, não porque seja um dos mais importantes do concelho, muito pelo contrário, é até talvez um dos monumentos menos conhecido até pelos próprios Alandroalenses, por isso a minha escolha. Dar a conhecer melhor o Pelourinho de Alandroal.

É pouco conhecido porque esteve "escondido" mais de 150 anos! E porque esteve escondido? É o que vou tentar explicar.

A História:
O Alandroal foi das terras que mais beneficiou no Século XIX com as invasões francesas e a posterior guerra civil, onde os Liberais levaram a melhor. Sabe-se também, que os Liberais derrubaram muitos dos pelourinhos por os considerarem símbolos de tirania e desde logo os Alandroalenses da altura tomaram partido pelos Liberais derrubando o seu pelourinho que inicialmente estava junto do edifício da Câmara.

O Alandroal como concelho começou a afirmar-se nessa altura, à custa de Juromenha, Terena e até um pouco de Vila Viçosa, que era Miguelista. Juromenha havia sido devastada com a explosão do seu paiol no século XVII, mais tarde e ainda a recuperar "levou" com as invasões francesas, perdendo inclusivamente Vila Real para Olivença e para os espanhóis. Terena presumo que ao continuar com o seu pelourinho intacto teria tomado a parte dos Miguelistas, contra a causa vencedora dos Liberais.

A guerra civil findou em 1834 e em 1835 foi feita uma divisão administrativa que em grande parte vigora actualmente. É claro que o Alandroal viria a ser grandemente beneficiado em detrimento dos concelhos vizinhos, tudo em virtude do seu apoio aos Liberais, apoio manifestado pelo derrube do Pelourinho.

Os despojos do Pelourinho de Alandroal foram depositados ao ar livre no interior do castelo, juntamente com outras pedras do antigo cemitério e ali esteve mais de 150 anos à mercê de qualquer vândalo. Só no principio deste século foi restaurado e aquando da requalificação do Rossio do Arquiz, e em 2005 foi colocado no sitio onde está actualmente.


Definição ( In-Wikipédia):
Os Pelourinhos são colunas de pedra colocadas em lugar público da cidade ou vila onde eram torturados e expostos criminosos. Os pelourinhos normalmente são constituídos por uma base sobre a qual assenta uma coluna ou fuste e terminam por um capitel.

Em Portugal, os pelourinhos ou picotas (esta a designação mais antiga e popular) dos municípios localizavam-se sempre em frente ao edifício da câmara, desde o século XII. Muitos tinham no topo uma pequena casa em forma de guarita, feita de grades de ferro, onde os delinquentes eram expostos à vergonha pública. Noutros locais os presos eram amarrados às argolas e açoutados ou mutilados, consoante a gravidade do delito e os costumes da época.

Localização:
Rossio do Arquiz, Alandroal

Composição:
Do primitivo pelourinho apenas subsistem o fuste e o capitel. A base completamente nova é composta por um plinto quadrado em granito, o fuste é em ardósia rectangular, o capitel apresenta a parte inferior em depressão côncava quase cilíndrica e é em mármore.


Apelo do editor: Se algum leitor souber de mais dados do que aqueles que disponho, agradecia a participação dos mesmos. Quanto a outros monumentos do Concelho, estou à também à espera de colaboração dos conterrâneos desses monumentos, com fotos e ou textos.

Em baixo os novos dados, facultados pelo Sr. António Fontes Coelho, a quem muito agradeço a colaboração:

Imagens do verdadeiro Pelourinho da Vila de Alandroal.

««Como se constata quer ao nível da base, quer do capitel o Pelourinho reimplantado junto ao Castelo, no Largo do Arquiz, não corresponde no seu todo á traça original, o que é de lamentar, vivamente .

Outrossim, o local não corresponde ao da sua implantação que era, exactamente, no espaço fronteiro ao edifício da ex-Cadeia, actual Posto de Turismo.

Subsidiando o interesse de quantos se dedicam ao estudo e divulgação do património histórico edificado do nosso Concelho acrescentarei que em 11 de Outubro de 1933 foi publicado o Decreto-Lei nº. 23122 que no seu preâmbulo contem, e passo a citar: "Os pelourinhos, que em Portugal são mais símbolos de autonomia regional do que locais de tortura, estão em regra menos deturpados (este diploma legal refere também os Paços do Concelho), embora abandonados pelas municipalidades, e até pelo Estado, que apenas tem classificados 33 de entre os de mais valor artístico. Nunca se atendeu ao seu valor histórico, assim como nunca se procedeu ao seu inventário. Apenas alguns estudos particulares se podem considerar como elementos, aliás valiosos, para o seu estudo e catalogação".

Decretada a classificação e inventariação para trabalho da Academia Nacional de Belas-Artes, na dependência da então Direcção Geral do Ensino Superior e das Belas Artes, surge assim a inventariação do Pelourinho do Alandroal, cujos fragmentos se encontravam na posse da Câmara Municipal.

Estranhamente não consta no Catálogo dos Imóveis Classificados, Monumentos Nacionais, Imóveis de Interesse Público e Valores Concelhios, editado em 1975 pela Direcção-Geral dos Assuntos Culturais, no Ano do Património Arquitectónico Europeu»»



Como podem constatar a principal diferença está na base, que deixou de ser em degraus.



sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Alandroal: Assembleia Municipal Aprovou Orçamento para 2012


A Assembleia Municipal de Alandroal aprovou, em reunião ordinária do passado dia 23 de Dezembro, as Grandes Opções do Plano e Orçamento para o município no ano de 2012. No valor de 20.865.233,60 euros, este orçamento representa uma redução de cerca de 10% em relação ao do ano anterior, ou seja, menos 2 milhões de euros. O orçamento foi aprovado com os votos favoráveis das bancadas do MUDA e da CDU e do eleito por Juromenha e com os votos contra da bancada do PS, que não apresentou qualquer razão ou justificação para esta votação.

Joao Grilo, Presidente da Câmara Municipal de Alandroal, apresentou este orçamento como sendo, “mais realista e mais adaptado às dificuldades que se avizinham no próximo ano e é mais um esforço no sentido de continuar a consolidação da dívida e aproximar o município da sustentabilidade financeira”.

O Município vai sofrer uma redução de cerca de 300 mil euros nas transferências directas da Administração Central, através do Orçamento de Estado. Além disso, vai ter menos cerca de 200 mil euros de cobrança de impostos directos (IMI), uma vez que serão aplicadas as taxas mínimas por força da decisão da Assembleia Municipal em Novembro último.

“É meio milhão de euros a menos para fazer face a todas as necessidades e vai ter que sair de algum lado, quem não pode sentir que trabalhamos com menos são os munícipes”, referiu o autarca. Assim, o município prevê reduzir ainda mais a despesa nos eventos culturais e nos apoios a festividades. Já anunciada está a não realização, em 2012, do festival “Por Terras do Endovélico” que passa a realizar-se de dois em dois anos.

Este orçamento reflecte as três prioridades definidas pela autarquia até ao final do mandato: reduzir despesa, executar obra e aumentar os apoios sociais. Ao nível da redução de despesa de funcionamento da autarquia será necessário implementar medidas mais profundas. João Grilo refere que “a Câmara do Alandroal estava estruturada para funcionar para si própria, para dentro, para alimentar a sua própria estrutura pesada e onerosa. Temos vindo a alterar isto para colocar a câmara a funcionar para fora, para servir os munícipes e para canalizar mais recursos para esse fim. É um trabalho que está longe de estar concluído e que vamos ter que intensificar neste ano”.

Quanto às obras, o Município de Alandroal prevê concluir as que estão em andamento, como são os casos do “Centro Escolar de Santiago Maior”, “Complexo Desportivo de Alandroal” e “Loteamento Habitacional da Tapada do Cochicho”. Além disso, prevê-se ainda a conclusão da obra de Biblioteca Municipal, parada desde 2007. O município prevê ainda iniciar as obras de alguns projectos já com financiamento aprovado, designadamente, a “Requalificação do Interior do Castelo de Alandroal e Iluminação” e a “Creche de Santiago Maior”.

Também previstas para avançar em 2012 está a “Criação do Pólo Escolar de Terena” e a “Requalificação do Troço de Ligação da ER 373 à Vila de Juromenha”. Também serão iniciadas, caso venham a ter financiamento comunitário aprovado durante o ano, as obras de “Remodelação do Sistema de Abastecimento de Água a Pias, Venda e Casas Novas de Mares”, “Reformulação do Sistema de Abastecimento de Água a Ferreira – Montejuntos” e a “Requalificação do Caminho Municipal 1109 entre Rosário e Ferreira de Capelins”.

No campo dos apoios, mantêm-se como prioridades o apoio aos investidores no concelho, a criação de emprego, os apoios à natalidade e fixação de famílias, os apoios às colectividades e associações, os apoios na educação e na saúde (cartão social do idoso) e os apoios aos estratos sociais mais desfavorecidos como forma de enfrentar um ano de 2012 particularmente difícil para todos.

Fonte: Gab. Imprensa do Município de Alandroal.

terça-feira, 24 de maio de 2011

NOVO RUMO NA CULTURA DE ALANDROAL


“Noite Mágica” no Castelo Marca Abertura de Novo Rumo para a Cultura no Alandroal

Recuperação e dinamização do património dão mote a politica cultural de envolvimento local e projecção nacional

Mário Laginha e os Aduf mostraram, num concerto arrebatador e enquadrado pelo magnífico cenário do castelo do Alandroal, aquilo que podem vir a ser as noites de verão naquele espaço já em 2012.

Para além da apresentação do projecto de requalificação do espaço público e iluminação do castelo de Alandroal, a autarquia apresentou em simultâneo um projecto de dinamização cultural daquele espaço, uma vez requalificado.

Assim, entre outros possíveis eventos, o município pretende lançar já no próximo ano um festival de música “com características únicas no país e com o potencial de envolver toda a região”.
Um festival que aposta na complementaridade de dois géneros musicais fundamentais da identidade cultural do mundo ocidental: a música erudita (com destaque para a ópera) e o jazz, mas onde projectos de cariz mais popular também terão o seu espaço. Uma festa da música que vai muito além do momento em que está a acontecer e que ao longo do ano envolve os músicos da região em acções de formação e de divulgação contribuindo para o seu desenvolvimento musical, ao mesmo tempo que trás até ao concelho residências de artistas consagrados ou estágios de jovens músicos de todo o país. Um evento para o qual a autarquia conta com a direcção artística do maestro Pedro Moreira, director da Escola Superior de Música de Lisboa.
O município assume como prioridade “preservar o património é, em simultâneo, dar-lhe novas funções e vivências para que este possa continuar a cumprir a sua missão, como o tem vindo a fazer ao longo dos séculos: ser espaço definidor de identidades, espaço de conhecimento, de partilha e de cultura”,
O presidente João Grilo referiu na sua intervenção que são vários os projectos em que o município está a trabalhar para recuperar o dinamizar o património do Concelho: “para além do castelo do Alandroal, estamos apostados em reabilitar a Fortaleza de Juromenha, vamos intervir em breve na Capela da Boanova, estamos a estudar possibilidades para o Castelo de Terena, estamos a preparar a requalificação da emblemática Fonte Monumental, a “Fonte das Bicas”, estamos a rever a Carta Arqueológica do Concelho e temos projectos para S. Miguel da Mota e para o Endovélico”.
Tudo isto assenta numa visão de cultura como factor de diferenciação e motor de desenvolvimento sustentado. Para o autarca, apostar no património material e imaterial do concelho como um produto de elevada qualidade e dinamizar os espaços com vida cultural aumenta a atractividade e o número de visitantes, com reflexos directos no turismo e na economia local.

Dinamização do Fórum Cultural, “Agenda Cultural de Verão” e Cinema Digital 3D em Setembro


O presidente anunciou ainda a criação de uma “Agenda Cultural de Verão” que vai trazer animação ao coração da vila e o regresso do Fórum Cultural à actividade regular já em Setembro próximo, com uma aposta clara em actividades que envolvam as pessoas muito para além do papel de espectador passivo, com o reavivar de tradições adormecidas e com uma aposta na qualidade e na excelência, com destaque para o relançar da programação regular de cinema com um novo sistema digital 3D.
Entretanto, o município prepara já o próximo “Por Terras do Endovélico”. A segunda edição deste evento onde a cultura, a gastronomia e as actividades económicas se entrecruzam para mostrar o melhor do concelho irá decorrer de 25 de Junho a 03 de Julho.

Fonte: Gab. Imprensa do Município de Alandroal.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

ALANDROAL MONUMENTOSO

PELOURINHO DE ALANDROAL

A minha segunda escolha vai para o Pelourinho de Alandroal, não porque seja um dos mais importantes do concelho, muito pelo contrário, é até talvez um dos monumentos menos conhecido até pelos próprios Alandroalenses, por isso a minha escolha. Dar a conhecer melhor o Pelourinho de Alandroal.

É pouco conhecido porque esteve "escondido" mais de 150 anos! E porque esteve escondido? É o que vou tentar explicar.

A História:
O Alandroal foi das terras que mais beneficiou no Século XIX com as invasões francesas e a posterior guerra civil, onde os Liberais levaram a melhor. Sabe-se também, que os Liberais derrubaram muitos dos pelourinhos por os considerarem símbolos de tirania e desde logo os Alandroalenses da altura tomaram partido pelos Liberais derrubando o seu pelourinho que inicialmente estava junto do edifício da Câmara.

O Alandroal como concelho começou a afirmar-se nessa altura, à custa de Juromenha, Terena e até um pouco de Vila Viçosa, que era Miguelista. Juromenha havia sido devastada com a explosão do seu paiol no século XVII, mais tarde e ainda a recuperar "levou" com as invasões francesas, perdendo inclusivamente Vila Real para Olivença e para os espanhóis. Terena presumo que ao continuar com o seu pelourinho intacto teria tomado a parte dos Miguelistas, contra a causa vencedora dos Liberais.

A guerra civil findou em 1834 e em 1835 foi feita uma divisão administrativa que em grande parte vigora actualmente. É claro que o Alandroal viria a ser grandemente beneficiado em detrimento dos concelhos vizinhos, tudo em virtude do seu apoio aos Liberais, apoio manifestado pelo derrube do Pelourinho.

Os despojos do Pelourinho de Alandroal foram depositados ao ar livre no interior do castelo, juntamente com outras pedras do antigo cemitério e ali esteve mais de 150 anos à mercê de qualquer vândalo. Só no principio deste século foi restaurado e aquando da requalificação do Rossio do Arquiz, e em 2005 foi colocado no sitio onde está actualmente.


Definição ( In-Wikipédia):
Os Pelourinhos são colunas de pedra colocadas em lugar público da cidade ou vila onde eram torturados e expostos criminosos. Os pelourinhos normalmente são constituídos por uma base sobre a qual assenta uma coluna ou fuste e terminam por um capitel.

Em Portugal, os pelourinhos ou picotas (esta a designação mais antiga e popular) dos municípios localizavam-se sempre em frente ao edifício da câmara, desde o século XII. Muitos tinham no topo uma pequena casa em forma de guarita, feita de grades de ferro, onde os delinquentes eram expostos à vergonha pública. Noutros locais os presos eram amarrados às argolas e açoutados ou mutilados, consoante a gravidade do delito e os costumes da época.

Localização:
Rossio do Arquiz, Alandroal

Composição:
Do primitivo pelourinho apenas subsistem o fuste e o capitel. A base completamente nova é composta por um plinto quadrado em granito, o fuste é em ardósia rectangular, o capitel apresenta a parte inferior em depressão côncava quase cilíndrica e é em mármore.


Apelo do editor: Se algum leitor souber de mais dados do que aqueles que disponho, agradecia a participação dos mesmos. Quanto a outros monumentos do Concelho, estou à também à espera de colaboração dos conterrâneos desses monumentos, com fotos e ou textos.

Ex. Arco da Mina, Pedra Alçada de Santiago de Maior, Anta de Santiago...