quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Pesca Desportiva, a captura de achigãs

Com a retirada de algumas toneladas de peixe da Barragem do Lucefecit, alguns pescadores desta zona andam desolados, a pensar quão difícil deve ser pescar daqui para a frente!

Nada mais errado, foi o que pensou o Joaquim Fernandes de Santiago Maior. O Concelho de Alandroal não é só o Lucefecit, felizmente esta zona é fértil nesse bem precioso que é a água e vai dai, foi tentar a sua sorte da pesca noutro lado, o Alqueva, que é tão perto de Santiago Maior, quanto o Lucefecit.

E não se deu mal, pois já esta semana conseguiu uma excelente pescaria de achigãs, quinze ao todo, sendo mais ou menos todos do mesmo lote, cerca de 500 gramas cada um. Também apanhou um lucioperca com cerca de 1,00kg.

Como já antes referenciei, a pescaria foi no Alqueva e a amostra utilizada foi uma Zoom Fluke jn. 019, comprada na Al-sport, como não poderia deixar de ser!


Joaquim Mamede mostra a  sua pescaria
Já agora permitam-me falar aqui um pouco da recolha de peixes que está a ser feita na Barragem do Lucefecit. Tem havido alguma polémica, uns estão contra, outros estão só contra o modo como está a ser feita, outros estão a favor.

É claro que eu como comerciante no ramo da pesca sou afectado pela escassês de ciprinideos que se avizinha na referida barragem, mas tal como o Joaquim Mamede, também eu penso que há mais água para além desta seca e do Lucefecit. Não se pesca ali, pesca-se noutro lado.

E depois há factor muito importante em relação à Barragem do Lucefecit, o principal objectivo da barragem ao ser construída, não foi para a pesca, foi para o regadio. Ainda que a sua água possa ser utilizada para outros fins, tais como a pesca, isso não invalida que a sua prioridade seja o regadio, por isso, antes de qualquer coisa, terá que se proteger  as culturas que estiverem a ser exploradas na altura.

E mais, diz-me a experiência, que a retirada dos peixes tal como está a ser feita, são retirados só os exemplares maiores, é benéfica para a reprodução das espécies a médio prazo. Dentro de 3 a 4 anos vamos ter ali muitos mais peixes, do que aqueles que temos agora, vai haver maiores criações, mais exemplares e sobretudo mais juvenis a alcançar a idade adulta. Pelo menos foi assim que aconteceu noutras barragens que passaram pelo mesmo processo. 

Há no entanto uma condicionante que se vai revelar pela primeira vez, a presença de luciopercas. Esse grande devorador das espécies autóctones pode ter uma palavra a dizer no (des)equilíbrio das espécies mais abundantes nesta barragem.

A curto prazo saberemos a influencia que esta nova espécie terá na fauna marítima das nossas águas.

Manuel Varandas

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