quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

BALCÕES DE OUTROS TEMPOS.

As tradicionais "tascas" Alentejanas com o decorrer dos tempos têm vindo a desaparecer, a maior parte delas por força da jubilação dos proprietários, outras por necessidade de investimento e reconversão e algumas por "culpa" da ASAE.

Com o desaparecimento destas, desaparecem também certos "modos de vida" e muito do mobiliário característico daquelas casas. Recordo algumas coisas, as mesas, as cadeiras, os armários, os balcões... tudo em madeira muito trabalhada e pintada com cores esverdeadas, mobiliário muitas vezes centenário e muito bonito. De recordar que eu cresci numa dessas tascas!

Hoje falo-lhes de dois balcões onde já ninguém sem encosta, mas que até há bem pouco tempo não era assim, hoje em dia só já fazem parte das memórias de quem frequentou aqueles dois espaços:

Em cima o balcão do Sr. Neves em Terena, muito bonito e um dos poucos que teve a coragem do pintar como uma cor clara. Actualmente este estabelecimento encontra-se encerrado, mas possivelmente o balcão ainda se encontra lá dentro.


Quanto ao balcão que está anteceder e a proceder este paragrafo, já não existe. Era o balcão do Café Cantinho do Arquiz, no Alandroal. Este estabelecimento sofreu melhoramentos e o balcão foi substituído por outro em alvenaria. O estabelecimento e os clientes ganharam em muito com os melhoramentos, mas perdeu no balcão. Este balcão era uma "obra prima", mas por imposição da ASAE foi removido, será que com uns melhoramentos impostos por um marceneiro o balcão não estaria apto a servir os clientes? Parece-me que sim, mas as leis portuguesas, ou a sua aplicação deixam muito a desejar.

Resta-me falar dos figurantes, não tão velhos como os balcões, mas são ainda mais castiços que os próprios balcões. Em Terena, o Sr. Neves e o "Mazinho", este ultimo peça fundamental na "mobília" de Terena, já ela, a Carla, de sangue "ferrenho" mas com instrução "marroquina" deu uma cliente de "boa cepa", pelo menos a julgar pela de litro que tem na mão.

Na foto de baixo, o Claré, o marceneiro que bem podia ter dado uma ajuda ao balcão, mas que distraidamente deixou fugir este negócio do encosto!

9 comentários:

Anônimo disse...

Rosinha e o do teu pai? Ainda me lembro dele...

Anônimo disse...

O marceneiro aparece sempre onde há balcões...faz sentido..lol

Anônimo disse...

Falta aqui a barraca da ti ermelinda, rosinha!

Anônimo disse...

Gostei de ver, faz-me recuar no tempo...

Anônimo disse...

Parabens Rosinha fiquei muito emocionado com essa sua publicação foi muito bom olhar o balcão do Sr Neves e recorda-lo com imensa saudade e também aqui não foi mencionado mas acrescento o Sr. Neves um homen com H bem grande faleceu .. Paz a sua alma. e Rosinha mais uma vez muito obrigado pela postagem.

Anônimo disse...

Será por acaso que o Claré aparece três, vezes sempre a "aviar", aqui, e lá mais para baixo ?

Cuidado com o fígado, rapaz !

Que fique claro que digo isto com o maior carinho ....
até porque, volta e meia, "semos" parceiros de balcão .... e poucas coisas me dão mais prazer que despejar umas e outras com ele ....
Um abraço, amigo !

Anônimo disse...

O PRAIA esta sempre em todas, grandes organismos!abraços

Anônimo disse...

Ò Rosinha! a do teu pai tambem ai fazia falta.

Anônimo disse...

Varandas que demódé então o meu amigo não sabe que agora o que está a dar são os balcões únicos????È vê-los polular por aí.E que eficientes que são dá gosto ver é de se ficar estarrecido com tanta eficicência ...

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